Adeus, 2014

Sentei nesse bar fétido que conhecemos como “2014”, virei para o garçom e gritei: “Desce um reiniciar da vida aê, meu querido”. Sem dó, ele trouxe um funil, daqueles que a gente vê em cervejada de faculdade, e me empurrou à goela toda sorte de tóxicos e barbitúricos.

Nunca fui tão inundada de saberes, prazeres, dores e delícias. Nunca soube tanto sobre mim mesma e, ao mesmo tempo, nunca me reinventei tanto e tantas vezes seguidas em tão pouco tempo. E foi assim mesmo: rápido e louco, feito viagem de ácido em montanha russa.

A descida foi tão intensa que é hora de calmaria. Traz agora só uma água mesmo, seu moço, sem gelo e sem gás, que eu preciso olhar, pensar e entender o que ficou. Saio desse bar sentindo que 2015 vai ter cara de bonança e vista pro mar.

Anúncios